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Nova descoberta offshore liderada pela Eni e pela BP reforça o potencial energético de Angola e pode contribuir para estabilizar a produção nacional na próxima década.Aqui está uma versão da notícia adaptada para Cafeína Magazine, com foco na importância estratégica, contexto económico e impacto para Angola:
Luanda, 16 de fevereiro de 2026 — Uma descoberta de grande magnitude no sector petrolífero voltou a colocar Angola em destaque no mapa energético global. Empresas europeias de petróleo, lideradas pela italiana Eni e a britânica BP, anunciaram a identificação de cerca de 500 milhões de barris de petróleo em reservas offshore, no Bloco 15/06, reforçando o papel do país como um dos principais produtores de crude em África.
A descoberta foi feita no poço Algaita-01, a cerca de 18 km da unidade de produção e armazenamento da Olombendo FPSO, na Bacia do Congo Inferior. A perfuração, realizada pelo navio de sondagem Saipem 12000, atingiu formações de arenito com elevado potencial petrolífero, e as estimativas preliminares apontam para um volume significativo de hidrocarbonetos recuperáveis.
Fortalece o setor petrolífero angolano: Angola tem enfrentado um declínio natural da produção em muitos campos maduros, e esta nova reserva pode ajudar a estabilizar o nível de extração nacional num momento em que se procura manter a produção acima de 1 milhão de barris por dia.
Aproveitamento de infra-estruturas existentes: A proximidade do novo campo a infra-estruturas de produção já operacionais, como a Olombendo FPSO, pode acelerar o desenvolvimento e reduzir custos operacionais.
Impacto económico: O petróleo é responsável por uma parte substancial das receitas de exportação e do Produto Interno Bruto (PIB) angolano. Encontrar novas reservas é essencial para reforçar a sustentabilidade financeira do país num contexto de preços voláteis e desafios económicos globais.
Angola tem sido, historicamente, um dos maiores produtores de petróleo em África, mantendo-se entre os principais responsáveis pela produção de crude no continente. A descoberta surge num momento em que o país enfrenta a necessidade de renovar reservas e incentivar novos investimentos em exploração e produção, enquanto lida com os efeitos de campos maduros e a concorrência global por capital energético.
Segundo projeções de analistas, sem grandes descobertas como esta, a produção pode estabilizar sem crescimento significativo até 2030 — um dos motivos pelos quais novas reservas são tão estratégicas para o futuro energético e económico de Angola.
A confirmação de uma reserva estimada em 500 milhões de barris de petróleo não é apenas uma boa notícia para as empresas envolvidas — Eni e BP —, mas um estímulo fundamental para o sector energético angolano e a economia nacional. À medida que o país busca diversificar e fortalecer o seu posicionamento global, descobertas como esta podem ser determinantes para garantir estabilidade, atrair investimento estrangeiro e consolidar Angola como protagonista no mercado de energia do século XXI.




