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Lisboa — Recém-eleito Presidente da República, António José Seguro apresentou as linhas orientadoras do seu mandato, assumindo uma presidência focada na coesão social, estabilidade institucional e diálogo democrático. Embora o cargo não tenha funções executivas, Seguro deixou claro que pretende exercer um papel ativo na definição de prioridades nacionais e na mediação entre os diferentes órgãos de soberania.
Durante a campanha e nas primeiras declarações após a vitória eleitoral, o novo Presidente destacou como prioridade central o combate à pobreza e à desigualdade social, defendendo que Portugal não pode continuar a tratar este problema como estrutural e permanente. Segundo Seguro, a redução da pobreza deve ser encarada como um objectivo político mensurável e acelerado.
Outra área-chave do seu mandato será a saúde, com especial atenção ao Serviço Nacional de Saúde (SNS). O Presidente eleito sublinhou a necessidade de garantir acesso universal, atempado e equitativo aos cuidados de saúde, apontando as longas listas de espera como um dos principais desafios sociais do país.
A habitação surge igualmente como um eixo estratégico. António José Seguro defende que o acesso à habitação digna deve ser tratado como um direito fundamental, apelando a políticas públicas mais eficazes para responder à crise do arrendamento e ao aumento dos preços imobiliários, sobretudo nos grandes centros urbanos.
No plano institucional, Seguro pretende assumir uma presidência de proximidade e diálogo, recuperando o modelo das presidências abertas e promovendo uma relação de cooperação com o Governo, o Parlamento e os parceiros sociais. O objetivo, segundo o próprio, é reduzir a polarização política e reforçar a confiança dos cidadãos nas instituições democráticas.
A estabilidade social e a concertação entre trabalhadores, empregadores e Estado fazem também parte da sua agenda. O novo Presidente defende que o crescimento económico sustentável depende de um clima de paz social, construído através do diálogo e da negociação.
No domínio da segurança, Seguro afirma que os problemas devem ser enfrentados com seriedade e base em dados, rejeitando discursos que estigmatizem territórios ou grupos sociais. A sua abordagem passa por reforçar a coesão social como elemento central da segurança pública.
Com esta visão, António José Seguro inicia o seu mandato apostando numa liderança moderada, institucional e orientada para a inclusão, num contexto político marcado por desafios económicos, sociais e por uma crescente polarização no espaço público.



