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Fintech angolana volta a surpreender ao alcançar novo recorde transaccional e acelerar a digitalização dos pagamentos.Luanda — A Fintech AKI , plataforma digital pertencente à 5Linhas – Investimentos e Telecomunicações, anunciou que ultrapassou a marca de 1.244.933 USD em volume transaccionado nos últimos 30 dias, reforçando a sua posição como uma das fintechs mais dinâmicas e relevantes do ecossistema angolano.
A informação foi avançada na tarde desta quinta-feira, 20 de Novembro, pelo responsável da equipa comercial, Paulo Dias, durante a sua apresentação na Conferência Nacional do Retalho, realizada no Hotel Epic Sana, num evento promovido pela Sócia em colaboração com a NewCognito.
Durante a intervenção, Paulo Dias divulgou números que demonstram maturidade e aceleração do crescimento da plataforma:
Utilizadores activos (MAU): 10.025
Comerciantes e parceiros activos: 8.031
Transacções no último mês: 17.986.236 (operações)
Volume transaccionado (GTV): 1.244.933,58 USD ( 1.146.576.000 Kz)
Ticket médio: 31.350 Kz
Taxa de sucesso das operações: 92%
Crescimento face ao mês anterior: +27% em volume e +17% em número de operações
Segundo Paulo Dias, estes resultados refletem a consolidação da AKI como um sistema de pagamentos escalável, inclusivo e adaptado ao contexto real do mercado, permitindo que milhares de utilizadores e comerciantes efectuem pagamentos de forma rápida, segura e conveniente.
Os dados da plataforma indicam que, nos últimos 90 dias, os pagamentos realizados através da AKI tiveram a seguinte distribuição:
Telecomunicações e TV (recargas, bundles, DStv/ZAP): 70%
Utilities (energia e água): 18%
Top-ups digitais (gift cards, gaming, apps, apostas): 8%
Transferências P2P: 3%
Seguros: 1%
Embora ainda representem uma parte residual, também já existem operações internacionais, especialmente em conteúdos digitais e pagamentos liquidados via parceiros globais — um eixo que faz parte da estratégia de expansão para os próximos ciclos.
Durante a apresentação, foi ainda destacada a evolução da procura de pagamentos electrónicos em Angola, impulsionada por três motores principais:
aumento da penetração de smartphones e dados móveis;
maior aceitação de QR e POS no retalho e serviços públicos;
preferência crescente por segurança e conveniência face ao numerário.
Contudo, o sector ainda enfrenta obstáculos como custos elevados para pequenos comerciantes, limitações de conectividade e experiência do utilizador pouco uniforme entre operadores.
Com a ultrapassagem da marca de 1 milhão USD em volume mensal, a AKI consolida-se como um dos principais players na digitalização dos pagamentos em Angola, e prepara-se para expandir integrações, reforçar a interoperabilidade e escalar serviços de maior valor para consumidores e empresas.




