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A empresária e investidora Magda Wierzycka, considerada a mulher mais rica “self-made” da África do Sul, regressou ao país após deixar o Reino Unido, onde vivia há vários anos, com o objetivo de lançar um fundo de investimento focado em startups de IA. A empresária, fundadora e CEO da gestora de ativos Sygnia, decidiu voltar ao país depois de mudanças fiscais no Reino Unido que passaram a atingir residentes estrangeiros com elevados rendimentos e património. As novas regras incluem impostos mais elevados sobre dividendos e heranças, podendo chegar a cerca de 40%.
Após regressar, Wierzycka iniciou os preparativos para criar um fundo de capital de risco dedicado a startups de Inteligência Artificial na África do Sul. O objetivo é apoiar empresas tecnológicas em fase inicial, financiar inovação local e evitar que talentos do sector tecnológico abandonem o país.
Além do financiamento, o fundo deverá oferecer apoio estratégico às startups, incluindo licenciamento de tecnologia, marketing e desenvolvimento de produtos.
Wierzycka viveu no Reino Unido durante vários anos, tendo mudado para Londres em 2017, em parte devido a preocupações de segurança após críticas públicas à corrupção política na África do Sul.
Durante esse período, continuou a liderar a Sygnia e criou também a empresa de private equity Braavos Investment Advisers.
Com uma fortuna estimada em cerca de 250 milhões de dólares, Wierzycka está entre as figuras mais influentes do sector financeiro sul-africano. Parte significativa da sua riqueza provém da participação na Sygnia, empresa que gere centenas de milhares de milhões de rands em ativos.
A empresária acredita que, apesar dos desafios económicos e políticos, a África do Sul apresenta novas oportunidades de crescimento, especialmente nas áreas de tecnologia e energia renovável.




