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Mais do que números, trata-se de um sinal claro de fortalecimento do mercado de capitais angolano e de maior confiança dos investidores.Em Fevereiro de 2025, Cristina Giovana Dias Lourenço assumiu formalmente o cargo de Presidente da Comissão Executiva da Bolsa de Dívida e Valores de Angola (BODIVA), depois de um período inicial como líder interina. Décimos meses depois — ao completar 12 meses no cargo — os resultados financeiros apresentados revelam um desempenho notável e significativo crescimento dos principais indicadores da instituição sob a sua gestão.
A mais visível demonstração do sucesso da sua gestão foi o aumento do lucro líquido da BODIVA em 101,39% em comparação com o período homólogo anterior. No relatório de actividades do quarto trimestre de 2025, a instituição apresentou um resultado líquido de AOA 2,68 mil milhões (aproximadamente US$ 2,94 milhões), contra AOA 1,33 mil milhões (US$ 1,46 milhões) registados em 2024.
Este salto extraordinário é fruto direto do aumento das receitas operacionais — impulsionadas por uma expansão nas prestações de serviços financeiros — que cresceram cerca de 48% no período analisado.
Outro indicador importante foi o crescimento no número total de investidores com contas activas na Central de Valores Mobiliários (CEVAMA), que passou de 35 053 em 2024 para 47 778 em 2025, um aumento de 36,30%. Este incremento está diretamente ligado ao reforço da confiança dos participantes no mercado regulado e ao esforço da gestão em promover maior adesão ao mercado de capitais nacional.
Paralelamente, o total de negócios realizados na bolsa também registou uma evolução marcante, crescendo 70,11% para 17 569 transacções no mesmo período.
Os dados indicam que esse desempenho não foi fruto apenas de factores externos ou “reacções naturais do mercado” — embora a conjuntura e dinâmica do mercado angolano tenham tido papel relevante — mas também de estratégias internas adotadas durante a gestão de Lourenço. Alguns pontos que contribuíram para este resultado foram:
Fortalecimento das receitas operacionais, através do aumento das prestações de serviços financeiros oferecidos pela BODIVA.
Promoção da inclusão de investidores, com iniciativas que ampliaram a base de contas activas e diversificaram o perfil de participantes no mercado.
Gestão mais eficiente de custos, apesar de alguns aumentos nos custos internos, ajudando a manter uma trajectória de lucro ascendente.
Apesar do sucesso em termos de lucros, nem todos os indicadores económicos foram positivos no mesmo período. Por exemplo, o total de activos registados pela BODIVA apresentou uma redução de cerca de 22,10%, sobretudo devido à diminuição das disponibilidades financeiras.
Além disso, relatórios anteriores registrados em 2024 apontaram quedas no volume de negócios e em indicadores como resultado operacional e volume transaccionado em determinados mercados. Esses contrastes mostram que, embora os lucros tenham crescido de forma expressiva, o ambiente operativo da BODIVA ainda enfrenta desafios estruturais e conjunturais.
O primeiro ano de gestão de Cristina Lourenço à frente da BODIVA ficou marcado por um salto expressivo no resultado financeiro da instituição, com crescimento de mais de 100% no lucro líquido anual — um feito que poucos líderes financeiros conseguem em tão pouco tempo. Esse desempenho mostra não apenas a capacidade de optimização de receitas e expansão dos serviços, mas também a importância de liderança focada em resultados e no reforço da presença do mercado de capitais no tecido económico angolano.
No entanto, esse crescimento também traz consigo a responsabilidade de abordar outros desafios, como a sustentabilidade dos activos, manutenção da confiança dos investidores e adaptação a um mercado financeiro em constante evolução.




