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Reeleições estratégicas, saídas por imperativo legal e novas entradas marcam a reorganização da liderança do maior banco privado angolano.O Banco Angolano de Investimentos (BAI) vai proceder a uma reconfiguração significativa dos seus órgãos sociais para o quadriénio 2026–2029. As propostas constam da convocatória da próxima Assembleia-Geral de Accionistas, agendada para 25 de março, onde serão apreciados o relatório e contas de 2025, a aplicação de resultados e a nova composição dos órgãos de governação.
Segundo informaçõs apuradas, que detalha as mudanças previstas na estrutura de liderança da instituição financeira.
Mário Alberto dos Santos Barber deverá continuar na presidência do Conselho de Administração, assegurando continuidade estratégica no topo da estrutura. Já a vice-presidência deixa de contar com Theodore Jameson Giletti, que sai do órgão.
Entre as saídas registam-se ainda os administradores independentes Diogo Neto Viana, Ana dos Santos Machado e Maria Gonçalves de Almeida, em cumprimento dos limites legais de mandato. Mantêm-se como administradores não executivos Ana Regina Correia Victor e Carlos Amorim Guerra.
Helder Jasse de Aguiar prossegue como Vice-Presidente Executivo, enquanto Alexandre Borges Morgado transita da função de secretário da sociedade para integrar o Conselho de Administração.
Na Comissão Executiva, Luís Rodrigues Lélis é reconduzido para o terceiro mandato como Presidente da Comissão Executiva, sinal de estabilidade na gestão operacional do banco.
Mantêm-se igualmente Inokcelina de Carvalho, Irisolange Verdades, João Fonseca, José Castilho Manuel e Juvelino da Costa Domingos. A nova composição inclui ainda Victor Faria Cardoso, antigo Presidente da Comissão Executiva do Banco Económico, e Antónia Judite Cardoso, directora coordenadora.
Simão Francisco Fonseca é o único membro executivo que deixa funções.
No Conselho de Remunerações dos Órgãos Sociais, Joaquim Duarte da Costa David deverá manter a presidência, sendo acompanhado por José Maria Botelho de Vasconcelos e Sebastião Gaspar Martins.
A proposta agora apresentada equilibra estabilidade e renovação, preservando figuras-chave na gestão estratégica e operacional, ao mesmo tempo que introduz novos quadros na estrutura executiva.
A decisão final caberá aos accionistas na Assembleia-Geral, num momento particularmente relevante para o sector bancário angolano, marcado por maior exigência regulatória, consolidação institucional e reforço das práticas de governação corporativa.



